No sorisso da Clara,aprendo que é preciso, celebrar a vida!!!
Este espaço foi criado pela força da palavra. Por aqueles que, tantas vezes, vieram até mim buscando saber mais sobre o que havia transformado a minha vida. Eis que trago aqui, como uma forma de reconhecimento e de plantio, o bem da palavra que reconduziu o meu caminho ao coração de Deus, de maneira tão concreta e inesperada.
sábado, 24 de abril de 2010

Às vezes o caminho que tomamos nos exige que pulemos etapas, que pulemos sonhos, muitas vezes para chegarmos a algo maior. Por vezes nossos maiores sonhos exigem esforços de tamanhos igualmente proporcionais e, talvez, tenhamos que sacrificar algo neste caminho. Mas sinceramente não espere desculpas, nem me peça perdão, pois tudo o que você ou eu dissermos nós já teremos ouvido antes. E, sinceramente já nos conhecemos o suficiente para nos compreendermos sem termos que fazer o uso de palavras. Por vezes achei que não escaparia de meus próprios desejos, aprendi a respeitá-los e, ao mesmo tempo, a desejá-los ainda mais. Percebi também que é muito pior não saber o que se quer do que o temor proveniente da certeza. A dúvida sempre me incomodou, mas, ao mesmo tempo, não consigo imaginar a ausência de dúvidas. É provável que eu tenha sido rude em algumas ocasiões, mas, sinceramente, não foi minha intenção, na verdade, foi a minha tensão. Sabe, tenho me sentido pronta para qualquer coisa, desde que não seja pequeno, desde que faça a máquina continuar a girar. Fale-me da vida, das pessoas, do mundo, menos do cotidiano, da rotina, mais do mundo, das músicas, das novidades, menos dos jornais e noticiários e mais das conquistas. Conte-me suas vontades, mas, por favor, não me diga que não sabe, e, se isso for verdade, só vou lhe dizer para tentar ouvir seu coração, ele, provavelmente esta gritando baixinho. Sei que nem sempre é fácil ouvi-lo, nos desacostumamos, desaprendemos, esquecemos. Já tentei emudecê-lo, mas no final das contas, nada é apagado e, sinceramente, tenho orgulho de saber que hoje, a pessoa que eu sou deve toda sua existência a ele, o primeiro é único motor que nos move. Afinal o mais importante nas quedas são os momentos em que nos levantamos e hoje consigo perceber que toda escuridão possui pontos de luz, precisa-se apenas aprender a vê-los e a distingui-los.
Feridas fechadas.
Haja terapia, haja fluoxetina, e com o tempo, sair de casa não é mais um desafio. A gente consegue andar na rua sem aquele pavor de que o mundo possa cair na cabeça da gente. Sai, cumpre as obrigações e volta. Não adianta querer desviar a cabeça para outro assunto: aquilo martela na cabeça dia após dia, e quando a gente menos espera, a ferida dói. E a gente vê aquela ferida aberta e sangrando, sem conseguir disfarçar, apavorada porque a qualquer momento alguém pode enfiar o dedo nela.
Com o tempo, você vai se convencendo de que pode conviver com aquela dor. Ela está ali, lembrando o tempo todo que existe, mas já não impede de levar a vida normalmente. Obrigações, lazer... coisa de vida normal. Não é que a gente tenha a vida que tinha antes, porque a vida de alguma forma se dividiu em antes e depois do ocorrido. Mas já consegue tocar tudo pra frente, embora às vezes as lembranças tragam um gostinho amargo na boca.
Até que um dia, em uma conversa informal com alguém, surge o assunto. A gente fala dele, e quando percebe, está falando normalmente. Como se fosse alguma coisa que viu num filme ou que aconteceu com outra pessoa. Conta aquilo, e não dói mais. Anos depois (oito ou nove? Nem sei mais) a gente percebe que em algum momento, sem a gente nem perceber, que a ferida fechou. A cicatriz sempre vai ficar, a vida continua se dividindo em antes e depois. Mas aquilo não dói mais. E percebendo isso, a gente constata que só ficou o aprendizado. Bendito tempo que cura até o que a gente julgava incurável.
Meu Anjo

Fiz um feitiço para você!
Usei pó de estrelas, gotas de orvalho,
um raio de luar e algumas colheradas de carinho
Coloquei tudo para ferver num enorme caldeirão.
Depois lentamente coloquei um sorriso meu,
juntei essência de flores do campo e algumas letrinhas,
roubadas claro, de uma antiga poesia.
Misturei tudo lentamente e por fim coloquei dois ingredientes mágicos
uma porção de amor, e duas doses enormes de paixão.
Enviei para você numa nuvem de sonho e derramei no seu coração.
Pronto! Enfeiticei você!
Seus beijos , serão meus para sempre.
e não existe antídoto
para essa magia.
Cida Targino
Amigo: Somos muitos, mesmo sendo dois!
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