sexta-feira, 5 de junho de 2009

Rio das Ostras Jazz& Blues Festival 2009 .


Todos os anos, quando se aproxima o feriado de Corpus Christi, é impossível não ficar ansioso com a chegada do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. O evento é data circulada no calendário dos amantes de jazz e blues, e neste ano, em sua sétima edição, acontecerá entre os dias 10 e 14 de junho. Os shows acontecerão nos palcos montados na Cidade do Jazz & Blues, em Costazul, na Praia da Tartaruga e na Lagoa do Iriry.O festival é o maior do país no segmento e surpreende por sua organização e estrutura. Para termos uma noção da importância do evento, a respeitada revista Down Beat qualificou o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival como o maior festival do gênero no país e um dos 50 maiores do mundo. O mais surpreendente disso tudo: o público prestigia os melhores músicos de jazz e blues da atualidade com conforto e segurança, sem pagar um centavo por isso. Isso mesmo: o festival é de graça, e, acima de tudo, democrático.Por essas e outras, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival só poderia ser um sucesso de público e crítica. Mas qual é o segredo para tal? Talvez não haja, mas nada melhor do que conversar com Stenio Mattos, o produtor que está à frente da organização do festival para esclarecermos essas dúvidas. Nesta entrevista exclusiva, Stenio fala sobre como surgiu o festival, como é a organização, as dificuldades para montar um evento deste porte e comenta sobre as atrações deste ano. Confira!
JazzMan!: Como surgiu a idéia do festival e por que em Rio das Ostras?
Stenio Mattos: Surgiu a partir do Rio das Ostras Instrumental, que era um projeto no qual trazíamos para a cidade os melhores músicos da cena instrumental brasileira para se apresentarem uma vez por mês na praia de Costazul aos sábados, de graça, ao cair da tarde. Passaram por lá Wagner Tiso, Toninho Horta, Cama de Gato, Azimuti, Paulo Moura, Aquarela carioca, Nó em Pingo D'água, Robertinho Silva, Mauro Senise, Gilson Peranzetta, dentre muitos outros. E antes de tocar, eles faziam um workshop na escola de música da cidade. Depois de dois anos deste projeto nós propusemos à Prefeitura de Rio das Ostras realizar um festival de Jazz e Blues. Aí em 2004 demos o start. Por que em Rio das Ostras? Porque é uma cidade que acreditou na cultura e na música de boa qualidade, nos dando total liberdade para fazermos um projeto qualificado, sério e de formação de público sem interferências. Isto foi fundamental.
JM: O festival existe há sete anos, com grande sucesso de público e é considerado pela crítica da revista DownBeat como um dos 50 melhores festivais do mundo. A quais fatores você poderia atribuir este sucesso?
SM: A seriedade e o profissionalismo de como é encarado este projeto tanto do lado da Prefeitura como da produção. Quando acaba uma edição, damos um descanso de dois meses e começamos nossas viagens pelos grandes festivais do mundo (são pelos menos dois ao ano) como convidados da produção destes eventos (importante: não é com o dinheiro da Prefeitura, é a convite) e de lá tiramos idéias, nomes e, principalmente, contatos com os organizadores destes festivais. O que tem nos impressionado muito é que Rio das Ostras já é admirado por todos. Quando chegamos, nos tratam com muito carinho, nos chamam de Pretty Baby e depois nos enchem de perguntas sobre a cidade, estrutura etc... Realmente tratamos este projeto como o projeto de nossas vidas.
JM: Quando estamos no Festival, nos deparamos com muita organização e qualidade técnica. Isso surpreende muitas pessoas, sobretudo os artistas, que se perguntam como um festival desta qualidade pode ser de graça. Esta será uma proposta contínua de vocês? A idéia é sempre propor um evento acessível ao público?
SM: Com certeza, a idéia sempre foi esta: levar música de qualidade a todos. É como Milton dizia. Graças a Deus estamos conseguindo e a resposta do público não poderia ser melhor: prestigia, participa, se interessa, na maioria das vezes sem nunca ter ouvido falar daqueles músicos. É impressionante como respeitam e vibram com os shows. Isto impressiona os músicos, que saem fascinados pelo festival, também com a ajuda da nossa organização e qualidade técnica (que procura sempre se atualizar com o que há de melhor).
JM: Estamos vivendo uma onda crescente de festivais no país. Você acredita que público, prefeituras, produtoras e empresários estão descobrindo o poder do jazz?
SM: Com certeza e, sem falsa modéstia, Rio das Ostras tem dado uma contribuição muito grande para este crescimento do jazz no Brasil. As Prefeituras sabem do sucesso do projeto e nos procuram com frequência para saber mais detalhes e, sinceramente, espero que cresça cada vez mais e que tenhamos um maior número de projetos como este, que realmente tragam benefícios para as cidades como hotéis, restaurantes, comércio e façam toda a comunidade local feliz e orgulhosa de seu projeto.
JM: Quais são as maiores dificuldades para montar um festival deste porte?
SM: A grande dificuldade inicial, na realidade, é conseguir fazer com que as pessoas responsáveis acreditem no projeto. Isto já conseguimos: a Prefeitura de Rio das Ostras acredita e sabe que é um projeto turístico local, honesto e profissional e que a longo prazo coloca a cidade no mapa mundial. Além disso, hoje já é um projeto que se paga. A cidade não deixa de investir em prioridades como saneamento, educação, saúde...
JM: A crise econômica mundial atrapalhou nas negociações deste ano?
SM: Sem dúvida, tivemos que fazer cortes e nos adequar à realidade, mas felizmente, como prova de que o festival é importante para a cidade, teremos a sétima edição e com excelente qualidade.
JM: Para finalizar, fale-nos um pouco sobre o festival deste ano. O que o público pode esperar?
SM: Pode esperar um festival tão bom como os anteriores. Temos boas surpresas como o The Bad Plus e Rudder (a nova sensação dos EUA), além do ícone do jazz-pop Spyro Gira (que influenciou toda uma geração de músicos da cena instrumental). No blues, temos o lendário John Hammond e Coco Montoya e, do Brasil, o Pau Brasil com Nelson Aryes. Podem esperar muito som e muito divertimento, com certeza.

Pessoas Especiais merecem palavras especiais.

Querida Amiga e Prima



No dia em que você nasceu, os Anjos tristes por sua partidaentoaram hinos harmoniosos e angelicais, era uma despedida entre irmãos.Anjos de asas transparentes, anjos sorridentes,que juntos brincavam no céu.A separação doía, não queriam ficar longe de você,Anjo travesso e feliz,foi então que tiveram um idéia, em cada Ano de vida terrestre ,um desceria e ficaria ao seu lado, aproveitando assim paramatar a saudade.A idéia foi aceita e festejada por todos,daquele dia em diante, você nunca mais ficou só.A cada novo aniversário um Anjo desce e fica ao seu lado.Sua proteção sempre foi muito grande, porque nada é iguala pureza dos Anjos.Hoje é seu Aniversário, dia da Troca da Guarda,e eu gostaria muito de ser um deles para ficar com você espalhando luz e amor ao seu redor.Como não posso envio-lhe o meu abraço,o meu carinho e a minha prece para que seu Anjo da Guarda, seja tão iluminado quanto você.Parabéns, Feliz Aniversário!Com muito Carinho.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A aventura de viver.


Se procurar bem você acaba encontrando.Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Concordância em tempos de crise.

Falar em concordância, atualmente, parece meio utópico.Temos presenciado muitos exemplos de discordância de idéias, de opiniões e de sentimentos. Também no mundo da linguagem há uma certa crise, que surge em frases do tipo:”Fazem anos que ele partiu”, “A turma saíram do estádio furiosos”, “Dá-se aulas de Português”,"É meio-dia e meio".
Põe crise nessa linguagem!
É verdade que existem as formas culta e coloquial, e ambas devem ser usadas de acordo com a situação. Mas alto lá: coloquial não é brutal.Na frase “Dá-se aulas de Português, o sujeito é”aulas”. Você chega a essa conclusão invertendo a ordem; “Aulas de português são dadas”.Portanto o verbo deve concordar com o sujeito:”Dão-se aulas de Português.”
Corrigindo as outras frases:

  • “Faz anos que ele partiu”: o verbo fazer não varia quando há idéia de tempo;

  • “A turma saiu do estádio furiosa: depois de coletivos , o verbo vem sempre no singular. O adjetivo concorda com o substantivo:
  • "É meio-dia e meia": meia é um numeral adjetivo que modifica o substantivo hora, que está implícito- e tem de concoradr com esse substantivo.
Tudo bem que estamos vivendo uma crise mundial porém não é desculpa para assassinar a "Língua Portuguesa".


Educadora: Cida Targino

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cinco coisas que aprendo com o lápis.


1° Posso fazer grandes coisas, mas não devo esquecer nunca que existe uma mão que guia meus passos.
Esta é a mão de Deus, e Ela sempre me conduz na direção certa.

2° De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador.
Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

3° O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar seus erros. Permita que a borracha do Espírito Santo apague os erros do seu passado, para que não venha se tornar escravo deles.

4° O importante no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.
Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você o mais importante em nossas vidas é o que temos dentro de nós.

5° O Lápis sempre deixa marcas.
Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços. Cuide para deixar ótimas marcas por onde você passar.

Marcas do Eterno.


“O amor nos socorredo esquecimento.Retira o poder definitivo da lápide, porque sobrevive na continuidade do que plantamos.”

Escrever é esquecer...




sau.da.de (l. solitate). 1. Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2. Nostalgia. 3. Lembranças, recomendações, cumprimentos.Eu sinto saudade. De correr pela fazenda, de brincar de esconde-esconde, tomar banho de mangueira cantando:


"Meu limão meu limoeiroooo"♪, fazer pique-nique com bolo de terra, tomar banho na bacia onde primeiro cabiam três, depois duas e depois nem eu direito, de quando balada era sonho e dormir depois da meia noite era um evento espetacular. Saudade da infância.Saudade da cidadezinha onde mora o meu coração e de todas as pessoas que moram por lá, dos amigos feitos nas viagens, das trilhas na praia, de ver as estrelas no carro parado em estradas de terra, de sentar nas pedras pra ver o sol, o pôr do sol, o sol nascer. Saudade dos lugares.Saudade daquela lista enorme de nomes, os que moram longe, os que são ocupados demais, os que não se lembram de mim, os que eu não me lembro, os que eu vou ver amanhã, os que eu vi faz tão pouco tempo. Saudade das pessoas.E ai quando eu achava que não tinha mais nenhuma saudade pra sentir me veio esta. Estranha. Que eu não consigo definir e nem achar definição. Não no dicionário. Não nos livros. Não nas pessoas que eu conheço, nem nos beijos que eu experimentei. Saudade de uma coisa que eu nem sei o que é. Não que eu não saiba por que nunca tenha visto, eu vi. Mas não sei o que é, porque nunca tive. E como se pode sentir saudades de algo que nunca se teve?? Como posso sentir saudades de você debaixo do meu cobertor num domingo chuvoso assistindo qualquer babaquice na televisão? Como posso sentir saudades da sua mão na minha? Como posso sentir saudades de encontrar seu olhar me vigiando quando eu acordo de manhã? Não consigo entender e nem sei se eu quero entender. O que eu quero mesmo é matar essa saudade.♥



Cida Targino

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um dia sem rir é um dia perdido...


"Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.Teus passos ficaram. Olhes para trás ... mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te."
Charles Chaplin

O inacabado que há em mim

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos. Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil. Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

Pe Fábio de Melo

Amigo: Somos muitos, mesmo sendo dois!

Mulher de Aço e Flor

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Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brazil