sábado, 13 de junho de 2009

Eu e meus pensamentos...

"Que eu use a decepção como matéria-prima da paciência. Que eu use o sucesso como matéria-prima da gratidão. Que eu use a tribulação como matéria-prima da perseverança. Que eu use o perigo como matéria-prima da coragem. Que eu use os elogios como matéria-prima da humildade. Que eu use os prazeres como matéria-prima da temperança. Que eu use a dor como matéria-prima da resistência."

Cida Targino

Socorro assassinaram a Língua Portuguesa...





























Momento Pasquale!

Anda me irritando ver a Carolina Dieckmann na televisão todos os dias dizendo, num comercial, que a "sombrancelha mexeu". Fico pensando em quantas vezes aquela fala foi repetida, já que gravação é repetição atrás de repetição. Como deixaram ir ao ar? Sei que muita gente comete esse erro, e acho, sinceramente, que a pobre da sobrancelha ganhou um m por conta da SOMBRA que a gente passa nas pálpebras, ali, pertinho dela. É a única explicação, né não?
Sei que em tempos de novo acordo ortográfico, em que os pingüins inconseqüentes viraram pinguins inconsequentes e que ideia e voo não têm mais acento, isso pode parecer bobagem, mas, como escritora, não acho nada bacana um anúncio que passa em rede nacional ter um erro dessa dimensão. Fica aqui meu protesto contra a sombrancelha da Carolina.
Erros como esse não aconteceriam a torto e a direito se as pessoas lessem mais. Sei que sobrancelha é apenas uma das muitas palavrinhas que criam confusão na cabeça das pessoas, assim como registro (que muita gente diz resistro), mortadela (que para muitos é mortandela) asterisco (quantas pessoas dizem asterístico?)e por aí vai.
Outra coisa corriqueira é ver substantivos masculinos, como grama e telefonema, serem tratados como femininos (as pessoas pedem duzentas gramas de salaminho, já repararam? E também pedem para dar uma telefonema, em vez de um). Nossa língua não é fácil e, mais, ela é viva. Por isso, sem querer puxar sardinha pra minha brasa, mas já puxando, nada melhor do que ler bastante e aprender, sem querer, a grafia correta das palavras.
Nossa, que momento professor Pasquale! Desculpa, povo, mas precisava desabafar.

A mulher invisível.


Esse, meus amigos, é o resultado da evolução do cinema brasileiro. Apesar de se sustentar num gênero já muito usado por aqui. Um presente para todos aqueles que já acompanham o velho e divertido humor nacional e principalmente, para esfregar na cara de todos aqueles que ainda insistem dizer que o Brasil só produz favela movies.
confesso que esperava pouco menos deste filme, as comédias que de alguma forma abordam os temas filosóficos ou fictícios com ou sem finalidades a fugir do real não fazem muito a cara Brasileira, mesmo esta já ter sido usada em ‘Se eu fosse Você’, sempre nos lembraram os filmes americanos de troca de corpos, isso porque lá, este idéia já foi usada e reusada diversas vezes, por este motivo esperava que ‘a mulher invisível’ limita-se a mesmice envolvendo apenas a dramaturgia e a cultura Brasileira.
Para minha surpresa o filme me pareceu muito original, coisa que eu difícilmente vejo em qualquer comédia brasileira, direção, edição, atuações, trilha sonora, sem contar que e daqueles que não te desgasta em momento algum e te faz querer ficar no cinema para ver como termina a história.

Performance

Selton Mello faz uma performance admirável, levemos em conta que ele e quase como um Adam Sandler brasileiro que está sempre atuando no mesmo gênero, mas, uma vez que o mesmo ator mostre uma progressão e diferença em relação aos trabalhos anteriores, já e motivo suficiente para ser reconhecido. ELE É O CARA!!!, se fingir sentimentos já era difícil, espere pra vê-lo fingindo segurar alguém, um trabalho mímico impecável que vai arrancar gargalhadas a todo momento.
Mas longe de mim dizer que Selton segura o filme todo, o restante do elenco faz um trabalho plausível, o cafajeste, engraçado como quase todo amigo em comedias românticas, Vladimir Bichta, a mocinha sofrida querendo ser feliz ao lado do mocinho ”Maria Manoella” (atuação muito convincente) e finalizando o quarteto, Luana Piovani, que por sinal ta com um apelo sexual muito forte, quando ela aparece em trajes super sexys, e difícil não ficar secando a parte intima da mulher (estou sendo sincero), ate porque a câmera sempre da uma ajudinha dando um close bem na traseira dela. Claro, Injusto não dizer que ela faz uma maravilhosa performance no papel da imaginaria Amanda.
Ahh sim, Fernanda Torres também faz uma participação legal no filme, com papeis sempre ácidos, mesmo sendo a personagem com menos participação e a mais ’sexual-expressiva’ de todas.

"Nossa amizade será sempre bela!Será como a flor.Se tu amas uma flor e a compara a uma estrela,é doce, de noite, olhar o céu,todas as estrelas estão floridas. "(Antoine de Saint Exupéry)

O lápis.


O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura perguntou:- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco?
E, por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando.
Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
E disse: - Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- No entanto, a avó respondeu – tudo depende do modo como você olha as coisas.
cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Essa mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzí-lo em direção à Sua vontade.
Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador.Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau,
mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas a grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. Finalmente, a quinta qualidade do lápis:
ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.
Se seguirmos os ensinamentos de Jesus, e deixá-lo cuidar do "Lápis" que somos, com certeza,
a solidão e o vazio, não terão espaço em nossas vidas.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Namorado eu quero!!!

Pensando bem eu mereço dois ou mais presentes!

Ouvir Estrelas


"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,que, para ouvi-las, muitas vezes desperto e abro as janelas, pálido de espanto...E conversamos toda a noite, enquanto a via-láctea, como um pálio aberto,cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,inda as procuro pelo céu deserto.Direis agora: "Tresloucado amigo!Que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem, quando estão contigo?"E eu vos direi: "Amai para entendê-las!Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas."
Olavo Bilac.

Eu quero ser estrela!



Há diversos tipos de pessoas. Podem ser comparadas às estrelas fixas, fugazes ou aos próprios cometas. As fugazes são aquelas que aparecem de repente, cruzam nossos caminhos, enchem-nos de esperança e desaparecem, da mesma forma que surgiram.Fragmentam-se em sua própria existência , fragilidade, conseqüência . Também fragmentam a vida das pessoas com as quais convivem, mesmo que rápida ou instantaneamente. São as próprias estrelas cadentes, que nutrem-nos de desejos e mistérios e, ao sabor do atrito, partem-se na atmosfera, sublimando-se. Passam sem deixar rastro ou, quando deixam, este é logo apagado pelas intempéries da vida, tal como o vento a varrer as marcas nas areias de um deserto.Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam ou retornam. Tal qual os cometas, algumas pessoas . Surgem por uns instantes apenas e arrancam-nos os sentimentos. São aqueles amigos de instantes, de conveniências. Apresentam-se brilhantes e vistosos. Acalentam-nos, envolvem-nos ...Mas, seguem seus caminhos, passam por nós. Não prendem ninguém e também a ninguém se prendem. Desaparecem, simplesmente.A solidão é resultante do encontro com estas pessoas cometas. O importante é sermos estrelas, pois elas permanecem. O Sol, juntamente com cada ponto de prata a reluzir, pelo espaço afora, permanece por anos, milhões de anos. Precisamos permanecer. Precisamos estar presentes. Sermos luz e calor. Sermos vida. Precisamos preservar valores, amizades.Ser amigo é ser estrela. Podem passar os anos, os séculos, ou mesmo os milênios, que a verdadeira essência permanece. Podem surgir distâncias, mesmo de milhares de anos-luz , mas as marcas da verdadeira amizade ficam sensibilizadas no filme de nosso coração, de nossa alma. Ser estrela , neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, pessoas fugazes , é um desafio. Mas, como todo desafio, há uma recompensa. Neste caso, o engrandecimento da nossa essência, mostrando-nos a que viemos e aonde vamos, quando chegarmos ao termo em nossa tarefa.Que nosso brilho, nossa luz, nosso calor invadam nossa breve passagem terrena, irradiando fluxos da mais harmoniosa energia. Que, um dia, possamos olhar para trás e ver que deixamos os mundos por onde passamos melhores do que encontramos. Ser estrela é nascer e viver, não apenas existir. Não é brilhar em vão com as mesquinharias que nos circundam. É irradiar o infinito da alma, mesmo que ao redor exista vácuo.

domingo, 7 de junho de 2009

Martha Medeiros: “O Divã virou um case”


A 76ª edição do CineSemana traz entrevista com Martha Medeiros, escritora e colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro, Martha Medeiros. Autora de diversas crônicas, ela fez sua estreia na ficção com Divã, em 2002. Três anos depois, a atriz Lilia Cabral adaptou para o teatro a história de Mercedes, uma mulher na meia-idade que resolve fazer análise, questionando temas do cotidiano, como casamento, maternidade e paixão. Hoje, a obra da autora gaúcha chega aos cinemas sob a direção de José Alvarenga, o mesmo de Os Normais (2003). Em entrevista a CineSemana, Martha conta como é ver seu trabalho adaptado para os palcos e telas e também destaca o assunto que mais gosta de escrever: as relações humanas.

Qual a diferença entre ver sua obra adaptada para o teatro e para o cinema?
É quase a mesma coisa. Na verdade existe um estranhamento sempre que a obra é adaptada não importa pra qual veículo porque a gente sempre que escreve se senti assim uma proprietária privada, ‘foi eu quem inventei os personagens, eu conheço bem aquelas emoções que estão no papel, aquilo ali tem muito a ver comigo’. De repente quando a gente vê a obra ganhar corpo, “ganhar corpo” aqui no caso não é jogo de palavras, é ganhar corpo mesmo, existe uma atriz, existe outros atores, existe voz, figurino e outras emoções, claro, é um susto, mas é um susto bom, é uma coisa muito interessante. A gente vê o desdobramento que aconteceu e o livro foi apenas um pontapé inicial disso tudo. É muito bacana. Eu to muito feliz. Agora o fato de ser teatro ou cinema não muda tanto. No caso do Divã pra mim foi surpreendente porque eu já achava que o teatro tinha sido um sucesso e já tinha sido um presente isso acontecer relacionado a um livro meu. Agora o filme vem dar um novo fôlego nessa história toda. Eu brinco assim: o Divã virou um case, porque agora ta completo, é livro, é peça e é filme. E eu acho que pra qualquer autor isso é um super orgulho.

Você acompanhou as filmagens ou se envolveu de alguma outra maneira na produção do longa-metragem?
Nada, eu acho que o autor tem que dar liberdade para aqueles que vão adaptar. Porque eu tenho que entender que cada um faz uma leitura da obra, uns conseguem desenvolver mais o lado humorado. No caso da Lilia, por exemplo, ela deu uma veia cômica muito maior ao personagem do que tinha no livro. Às vezes um personagem que é pequeninho no livro, eles acham que tem potencial pra crescer e cresce na obra, sendo teatro ou cinema. Outros personagens que eram pequeninhos no livro desaparecem ao invés de crescer. Eu acho importante porque é uma outra linguagem, não pode achar que teatro e cinema é igual ao livro. Literatura é uma coisa, cinema é outra, teatro é outra, e eu não domino nem cinema, nem teatro. Eu sou só uma espectadora. Então eu achei muito melhor pra eles que eu ficasse ausente do processo de criação, porque se não eles vão querer me agradar, quando na verdade eles têm que agradar o seu espectador, têm que agradar o público e não a mim. E acho que desse jeito é uma maneira mais generosa de trabalhar e pra mim é melhor também porque se não eu ia ficar me frustrando, eu ia me estressar, ‘ai tem que ser assim, tem que ser assado, isso eu gosto, isso eu não gosto’. Não tem porque eu ter essa trabalheira toda. Eu prefiro confiar na equipe e deixar que eles trabalhem com liberdade. Eu sentei no cinema e assisti como qualquer outra pessoa que vai assistir. Eu não sabia o que eu ia ver. Sabia quem era o elenco, confiava muito no diretor, que eu tinha almoçado uma vez só, mas já tava tudo pronto, foi só pra gente sem conhecer. E na peça foi assim também, eu sentei ‘e seja o que Deus quiser’.
E a adaptação ficou bastante fiel?
No aspecto geral ta fiel. É a história de uma mulher casada com filhos, ela nem sabe direito o que ta fazendo na terapia, mas ela sente que tem alguma coisa incomodando, e aos pouquinhos, à medida que as consultas vão passando, a vida dela também vai se transformando, ela acaba tendo um caso com um cara, quer dizer essa parte toda, ela tem a melhor amiga, tudo isso foi mantido, isso ta tudo muito fiel ao livro. O que tem de diferente é alguns personagens, outros que não aparecem muito, isso mudou um pouco. Acho que a peça e o filme são bem mais bem humorados e mais leves do que o livro. Existe uma comunicabilidade muito legal, existe a intenção de claro fazer as pessoas refletirem, mas o humor ta bem mais presente. Eu acho que se tivesse que ter uma grande diferença, não que o livro não tenha um certo humor, ele até tem, mas é um humor mais contido, é mais uma ironia, um sarcasmo, são coisas mais pontuais, enquanto que o personagem da Mercedes ele é mais engraçado, até porque a Lilia faz comédia muito bem, faz tudo bem, mas a comédia em especial. Então eu acho que o filme, principalmente, ganhou nesse aspecto. Mas eu não posso dizer que é uma coisa muito diferente do livro não, acho que a espinha dorsal vamos dizer foi mantida.

Com as adaptações, você e a Lilia Cabral se aproximaram e mantém contato?Sim, tudo começou através dela mesmo porque na época em que ela leu o livro ela gostou muito, conseguiu meu telefone e disse que tinha interesse em adaptar. Logo depois a gente se encontrou pessoalmente e conversamos. Eu vi como seria o projeto dela e dei carta branca. Não participei das adaptações, nem do teatro e nem do filme. Eu realmente dei carta branca, deixei que eles fizessem o que quisessem. Mas fiquei muito satisfeita com o resultado. E claro, depois eu assisti a peça várias vezes. Acho que assisti a peça umas oito vezes nos três anos em que esteve em cartaz porque a cada estreia em uma cidade eu ia junto, enfim, tinha várias situações em que eu tava com o elenco. E agora com o filme houve essa reaproximação de a gente ter dado muitas entrevistas juntas, então eu acabei tendo mais contato com a Lilia.
O livro aborda a psicanálise. Você tem alguma relação com essa área, tem algo marcante na sua vida sobre isso?
Não, na verdade eu gosto muito, até nas minhas crônicas, o meu assunto preferido sempre foi relações humanas. Eu gosto muito dessa complexidade do ser humano, de investigar o que está por trás das atitudes, quais são os nossos desejos mais secretos, eu sempre achei tudo isso muito fascinante. Mas eu nem ao menos faço análise, eu não faço. Pra mim escrever é que é terapêutico. Mas eu sempre gostei muito do que move as pessoas, o que faz com que uma pessoa seja feliz ou infeliz, como é que uma pessoa tendo tudo que todos acham que é o básico, que é ‘ah tenho amor, tenho saúde, tenho dinheiro’, porque que tanta gente que isso ainda assim não se senti a vontade na vida e ainda senti que ta faltando alguma coisa. Esse faltar alguma coisa sempre me cativou, o que que é, como é que a gente resolve as nossas carências, e como a gente vai mudando com o tempo, o que nos fazia feliz aos 20 anos, aos 40 já não é mais isso é outra coisa. Eu gosto muito dessa mobilidade da vida, dessa eterna busca, que não vejo isso como uma angústia, mas vejo isso como um trajeto que tem que ser percorrido mesmo. E o livro na verdade é isso, é o trajeto de uma mulher que já viveu alguma coisa, ela ta na meia-idade, e ainda tem mais uma parte dois pra viver na vida e ela quer saber o que fazer dessa parte dois, se ela segue com as mesmas escolhas ou se ela muda de rumo. E acho que isso é comum a todos nós, por isso até acho que o Divã, o livro fez sucesso e fez sucesso com a peça e acho que o filme tem tudo pra fazer também porque eu acho que é muito fácil a gente se identificar com esses questionamentos.
Divã retrata temas do cotidiano como casamento, maternidade, solidão e paixão. Você acha que suas crônicas têm alguma influência sobre o livro?
Eu acho que tem. Às vezes eu até fico constrangida de chamar o Divã de um romance porque na verdade eu acho que na verdade ele é um livro de transição entre a crônica e a ficção. Ainda eu me coloco muito até em função de ser escrito na primeira pessoa e os assuntos que têm no Divã, muitos deles eu já abordei em crônicas, só que claro no livro eu tenho mais espaço, eu posso aprofundar mais, eu posso desenvolver mais esses assuntos. Mas eu não acho que seja uma obra completamente diferente das crônicas que eu faço. Só que ali existe um personagem que conduz todos esses temas. Essa é a diferença maior e é um livro de ficção. É diferente nesse aspecto, quando eu escrevo crônica eu to dando minha opinião, ali é eu Martha, e na ficção eu consigo realmente abordar os temas que não tem nada a ver comigo assim especificamente, mas que eu também tenho interesse em discutir.
Você tem planos para seguir com as crônicas, escrever outra novela ou lançar um romance?
As crônicas continuam sem interrupção. Eu continuo com as minhas duas colunas no Jornal Zero Hora e a minha coluna dominical no Globo do Rio, isso aí é o meu trabalho estável, fixo. Depois do Divã, eu já escrevi dois livros de ficção, um que se chamou Selma e Sinatra e o outro foi de dois anos atrás Tudo o que eu queria te dizer, que é um livro de cartas, e também são tentativas minhas de entrar para o mundo da ficção e já to escrevendo um quarto livro de ficção, que eu pretendo concluir até o final do ano, mas não to com pressa, e que também fala sobre relações humanas e dores de amor. Vou em frente. Não sou de fazer muitos planos, mas trabalho sem cessar e aí vamos ver o que a vida vai oferecer.

Para minha amiga Cida.


Amiga é um substantivo muito banalizado nos dias de hoje.Você é muito mais do que isso.Como nomear alguém que estimula nossos maiores sonhos?Como nomear alguém que alimenta nosso otimismo, enxuga nossas lágrimas e participa das maiores lembranças que carregamos nesta vida?Como nomear uma mulher sábia que brota em uma imagem de eterna criança?Você sempre esteve no topo de múltiplas pirâmides do bem.Sua contagiante capacidade de despertar alegrias adormecidas é algo raro e único.Sabe aquele belo fim de dia, que faz o céu ganhar tons de laranja e violeta cortados por um lindo raio de sol?Esse fenômeno sempre me faz lembrar você,um raio que insiste em permanecer intenso mesmo no lusco-fusco do anoitecer.Talvez você seja isso: você é um fenômeno da natureza. Um foco de luz que jamais se apaga,por pertencer as uma classe rara de pessoas que já nascem com um sol dentro de si.Um raro espetáculo que Deus criou!!!Eu te agradeço por ser parte extraordinária da minha vida.Te Amo amiga! Beijos
Gabriela Mercanti.

O Amor.


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração para de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilhointenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algomágico entre vocês. Se o primeiro e o último pensamento do dia for essapessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:Deus te mandou um presente divino: o amor. Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se:vocês foram feitos um pro outro. Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se você conseguir empensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma,um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amorverdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais,deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

Carlos Drummond de Andrade

Amigo: Somos muitos, mesmo sendo dois!

Mulher de Aço e Flor

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Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brazil