quarta-feira, 3 de junho de 2009

Concordância em tempos de crise.

Falar em concordância, atualmente, parece meio utópico.Temos presenciado muitos exemplos de discordância de idéias, de opiniões e de sentimentos. Também no mundo da linguagem há uma certa crise, que surge em frases do tipo:”Fazem anos que ele partiu”, “A turma saíram do estádio furiosos”, “Dá-se aulas de Português”,"É meio-dia e meio".
Põe crise nessa linguagem!
É verdade que existem as formas culta e coloquial, e ambas devem ser usadas de acordo com a situação. Mas alto lá: coloquial não é brutal.Na frase “Dá-se aulas de Português, o sujeito é”aulas”. Você chega a essa conclusão invertendo a ordem; “Aulas de português são dadas”.Portanto o verbo deve concordar com o sujeito:”Dão-se aulas de Português.”
Corrigindo as outras frases:

  • “Faz anos que ele partiu”: o verbo fazer não varia quando há idéia de tempo;

  • “A turma saiu do estádio furiosa: depois de coletivos , o verbo vem sempre no singular. O adjetivo concorda com o substantivo:
  • "É meio-dia e meia": meia é um numeral adjetivo que modifica o substantivo hora, que está implícito- e tem de concoradr com esse substantivo.
Tudo bem que estamos vivendo uma crise mundial porém não é desculpa para assassinar a "Língua Portuguesa".


Educadora: Cida Targino

Um comentário:

  1. Adorei querida!Parabéns é sempre bom ter por perto mulheres inteligentes e cultas.
    Beijinho moça bonita.

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Amigo: Somos muitos, mesmo sendo dois!

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